O REGUENGO DE AGISTRIM EM BALASAR
Que sabemos sobre o Reguengo de Agistrim, que interesse tem ele para aqui?
Desde há alguns séculos, em Balsar, diz-se Gestrins, em vez
de Agistrim. Na origem está o nome Agistrinus.
O Reguengo de Agistrim era grande e fértil e ficava a norte
de Balasar; confrontava com Negreiros, Macieira, Rates e Arcos. Atravessava-o
uma estrada que devia ser importante e houve nele uma pousa régia (de facto, pousa
de “El-Rei, de rico-homem e de mordomo”).
Há dois factos relevantes na história do reguengo: em certo
período, foi administrado Reimão Peres, o genro de Paio Soares Correia,
residente em Feães; e em data que também não sabemos precisar, os Cunhas, que
tinham uma honra em Macieira, cresceram-na para sul, apropriando-se de terras
do reguengo e para além dele, chegando até à Covilhã, que confronta com Santa Marinha
de Vicente e consequentemente com Feães. Isto deu ocasião a uma contenda entre
os homens da Honra de Macieira e os do Reguengo de Agistrim.
Aconteceu isto antes ou depois do “torto” de Sancho I contra
os Cunhas em cerca de 1210? Foi de certeza antes de 1220, talvez até antes de
1210 (Lourenço Fernandes da Cunha, um dos que perpetrou o latrocínio, faleceu na
segunda metade de 1220).
Havia uma relação entre Santa Marinha de Vicente e o reguengo. Diz a inquirição desta freguesia de 1220: “E quando El-Rei vem a Agistrim dão-lhe os homens desta vila quatro pães de quatro dinheiros” (ij. Ij. panes de ij. ij. denarios).
Imagem – Localização do Reguengo de Agistrim.

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