UM TROVADOR NO CASO: JOÃO GARCIA DE GUILHADE
Na inquirição de 1258 sobre Viatodos, afirma-se taxativamente que “em Britelos, no casal que foi de D. Gontinha, criaram há pouco uma filha de João de Guilhade”. E, como o casal tinha sido da D. Gontinha de Fralães, ele andou sem dúvida pelo paço dos Correias. E andou em tempo de Pêro Pais Correia e seus filhos, Paio Peres Correia incluído. Mas as inquirições de Viatodos, Nine e até a do Louro mencionam o Reguengo da Veiga do Olho Marinho. Este reguengo estendia-se por estas três freguesias. Era certamente um vasto e fértil reguengo, nas duas margens do rio Este, “bem dividido e demarcado”, todo unido. Os que o trabalham pagavam as rendas ao mordomo real de Lemenhe e Pradaoso (isto foi dito em Viatodos). Em Lemenhe e Pradaoso, que já era julgado de Vermoim, houve queixas duras e relativas ao reguengo: “tem El-Rei aí muitas leiras de que se poderiam fazer doze ou mais casais povoados, mas os homens não ousam povoar nem receber essas leiras por medo e ameaças de muitos, a saber, Ga...