PÊRO PAIS CORREIA EM BALASAR
As propriedades que Paio Soares Correia possuía em Gresufes e Santa Marinha de Vicente deviam-se prolongar um pouco por Santa Eulália de Balasar. Tal se deduz do facto de descendentes seus terem possuído terras nesta freguesia.
Aparentemente, Santa Eulália de Balasar repartia-se pelo
Rei, pelos Correias de Fralães e pelos Cavaleiros do Outeiro Maior. Pode até
ser que a primitiva igreja do Lousadelo tenha sido construída por estes e a do
Matinho pelos Correias.
Mas há um pormenor importante que liga Balasar aos Correias
e em concreto a Paio Soares Correia: o seu filho, pai do Mestre de Santiago
Pêro Pais Correia, viveu em criança algum tempo no lugar balasarense do Casal.
Escreveu-se em 1258: “Villa Casalis que tota est onorata per
Domnum Petrum Pelagii Corrigiam qui ibi nutritus fuit”. Em português: A vila do
Casal que está toda honrada por D. Pêro Pais Correia, que aí foi criado.
Quando terá isso acontecido? Aí por 1180, talvez.
E como é que quase 80 anos depois ainda era recordado? Porque “muitos estão defendidos por ele”. Muitos não pagavam certos impostos atendendo a este amádigo.

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