A PROPÓSITO DA INQUIRIÇÃO DE 1258
O monte d’Assaia estende-se no sentido norte-sul por cerca de três quilómetro, tendo na sua máxima largura cerca de um. Não é muito alto (algo como 200 metros), nem remata em píncaro agudo. Pelo contrário, depois de se subir a encosta até há lá a chamada Chã do Monte, a planura que era terreno reguengo. Mas, mesmo para além da Chã, o cimo não é alcantilado. Embora não devesse ser muito cultivável, a dificuldade maior para quem vivia na Cividade de Lenteiro seria a do abastecimento da água, apesar da Fonte Peolhosa.
Pode-se afirmar com razoável segurança que foi um espaço que o jovem Paio Peres Correia conheceu bem.
A Cividade chegava a ter três cinturas de muralhas e não era uma povoação propriamente pequena.
Muito curioso o topónimo Valo do Capítulo: que podia significar ali a palavra capítulo?
É também curioso que se assinale um fojo lobal, uma armadilha para caçar lobos ali próxima dos muros da povoação.
Durante muitos séculos e até meados do XIX, toda a área do monte foi maninha, destinada a pastio de ovelhas e cabras. Natural é que os topónimos mencionado em 1258 fossem esquecidos.
Até há um século, o monte não era arborizado: não tinha pinheiros nem eucaliptos.
Outra curiosidade é que a ocupação romana se não assinala no cimo, mas nos limites do monte.
A freguesia não era só o monte d’Assaia, mas sobre a planície não se diz uma palavra.
Imagem – Fragmentos de aras romanas encontrada nas imediações do monte d’Assaia, a norte.

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