UM TROVADOR NO CASO: JOÃO GARCIA DE GUILHADE

Na inquirição de 1258 sobre Viatodos, afirma-se taxativamente que “em Britelos, no casal que foi de D. Gontinha, criaram há pouco uma filha de João de Guilhade”. E, como o casal tinha sido da D. Gontinha de Fralães, ele andou sem dúvida pelo paço dos Correias. E andou em tempo de Pêro Pais Correia e seus filhos, Paio Peres Correia incluído.

Mas as inquirições de Viatodos, Nine e até a do Louro mencionam o Reguengo da Veiga do Olho Marinho. Este reguengo estendia-se por estas três freguesias.

Era certamente um vasto e fértil reguengo, nas duas margens do rio Este, “bem dividido e demarcado”, todo unido. Os que o trabalham pagavam as rendas ao mordomo real de Lemenhe e Pradaoso (isto foi dito em Viatodos).

Em Lemenhe e Pradaoso, que já era julgado de Vermoim, houve queixas duras e relativas ao reguengo: “tem El-Rei aí muitas leiras de que se poderiam fazer doze ou mais casais povoados, mas os homens não ousam povoar nem receber essas leiras por medo e ameaças de muitos, a saber, Garcia Peres de Ulvar e João Peres de Ulvar, seu irmão, e Pedro Martinho Petarinho e João Garcia de Guilhade e Estêvão Matinho Ciquiavo e D. Gonçalo Garcia e por causa dos abades de Viatodos e Nine (…)”

Roubava-se lá muito e João Garcia de Guilhade não deixava de participar no latrocínio.

Para ter os interesses que teve no reguengo e para ter criado uma filha em Britelos, este trovador estanciou bastante por lá.

Imagem – Veja-se aqui uma breve informação sobre o livro que António da Costa Lopes dedicou a João Garcia de Guilhade.

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