OS PADROADOS DE FRALÃES

Para criar uma paróquia não bastava uma povoação (frequentemente, uma vila rústica), uma igreja e um sacerdote, eram ainda precisos um dote e um padroeiro. O dote sairia das propriedades dos maiores terratenentes do lugar e o padroeiro tinha de ser alguém poderoso. E porquê? Porque então se roubava muito e era necessário quem garantisse a segurança da paróquia contra outros poderosos.

As paróquias antigas do Norte de Portugal já são conhecidas no Censual do Bispo D. Pedro (de cerca de 1090, recorde-se) e no geral teriam sido criadas ainda no século X.

O “Nobiliário das Famílias de Portugal”, de Felgueiras Gaio, diz que os Correias de Fralães foram padroeiros da sua freguesia e da de Viatodos. Implica isso, parece, que já nessa altura a família fosse relevante.

Também devem ter sido padroeiros da freguesia de Gresufes, de que havemos de falar.

Como não possuímos qualquer documento original que garanta a história anterior da família dos Correias, esses padroados podem, a seu modo, guardar alguma memória dela.


Imagem – Rosácea sexfólia que veio da Citânia de Lenteiro e se guarda em Monte de Fralães.

Comentários

  1. As gravuras das pedras que para aqui tenho copiado são muito semelhantes a várias outras que estão expostas no Museu de Martins Sarmento, de Guimarães. Muitas das pedras deste museu vimaranense estão estudadas no catálogo respectivo.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O REGUENGO DE AGISTRIM EM BALASAR

INÍCIO

OS CORREIAS EM 1258