AS HONRAS DE D. PAIO SOARES CORREIA
Para os inquiridores de 1258, uma honra só era legal se fosse antiga. Ora o nome de D. Paio Soares Correia, que já teria falecido há quase 70 anos, surge a dar garantia de antiguidade a três honras. Assim:
S. Pedro do Monte, já se viu, é ”honra antiga de D. Paio
Correia” (honor vetus Domni Pelagii
Correya). Esta honra prolongava-se por Viatodos.
Gresufes é “honra antiga de D. Paio Correia o Velho” (honor vetus Domni Pelagii Corrigie veteris)[1].
S. Veríssimo é “honra do ilustre Rei D. Afonso I ou honra de
D. Paio Correia” (honor illustri (sic)
Regis Domini Alfonsi primus aut Domni Pelagii Corrigie.
Mas há um pouco mais:
Santa Marinha de Vicente é “honra dos Correias desde antigamente”
(honor Corrigiarum de veteri).
E, em Nine, assinala-se que Quintãs e Ribeira “são de honra
antiga da pousada de D. Paio Correia” (sunt
honoris veteris de pousada Domni Pelagii Corrigie”.
Vindo embora de duas gerações atrás, D. Paio Soares Correia
era reconhecido como um homem muito ilustre.
Em São Martinho do Outeiro, vizinha de Balasar, houve a Casa
de Cavaleiros, paço de uma família nobre e muito rica. Em 1258, disse-se que a
freguesia “é honra antiga de D. Fáfia Guterres”.
Que este tinha sido um homem ilustre, não há dúvidas. Mas só vimos que ele ocorra a garantir a antiguidade da Honra de Cavaleiros, mais nenhuma, muito ao contrário do que se passou com D. Paio Soares Correia. D. Fáfia Guterres devia ter morrido idoso e bem um século antes.
A expressão Honra de Fralães (“honor
de Farlaes”) na inquirição de 1258 sobre Viatodos.
[1] Na
inquirição de D. Dinis, dir-se-á de Gresufes: “he provado que os Correiãos trajem
toda a freeguisia por honra des que se acordam as testemunhas e d’ouvyda de
longo tempo”.

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